O mercado imobiliário do município de Ipatinga, assim como o da maioria das cidades de interior, tende a replicar de forma tardia e piorada as soluções arquitetônicas adotadas pelo mercado de suas capitais. De uma maneira geral, as aspirações provincianas miram o ideário desenvolvimentista das metrópoles e repetem, de forma acrítica, modelos desgastados, de qualidade questionável e, muitas vezes, inadequados para estas cidades.  A nossa proposta como “arquitetos do interior” vai ao sentido oposto desta prática. 

 

Acreditamos que espaços de qualidade podem igualmente ser produzidos em Ipatinga, São Paulo, Rio de Janeiro ou Londres. Cremos e nos comprometemos com a produção de projetos capazes de comprovar que a arquitetura pode fazer a diferença em qualquer contexto e em qualquer lugar.

 

Em vários momentos, colocar estes ideais em prática nos exigiu um posicionamento mais ativo dentro dos processos decisórios que envolvem o mercado da construção. Para fazer valer nossas intenções nos colocamos também como idealizadores, autores, incorporadores e construtores de empreendimentos imobiliários na região do Vale do Aço/MG.

 

A principal conquista desta atuação ampliada é, sem dúvida, a autonomia. Com este posicionamento temos liberdade para experimentar soluções mais inventivas e propositivas e independência para praticar uma arquitetura atrelada a ganhos espaciais além dos ganhos comerciais. A experiência da incorporação e da construção traz também a vivencia e o conhecimento do processo como um todo e com isso uma prática projetual mais madura. Conhecer os processos construtivos e a dinâmica do mercado reflete na condução de um processo de concepção arquitetônica mais responsável, racional e madura.

 

Dentro desta concepção ja somam-se três experiências. A primeira o Edifício Celina, construído entre os anos de 2006 e 2009, a segunda o edifício Olga, construído entre os anos de 2010 e 2013 e a terceira o edifício Carla que iniciará a construção no ano de 2014.

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